10 de out de 2008

69 com Magda Almodovar

Sessenta e nove... um número... um preço...
um ano... uma idade... uma vontade...
Sessenta e nove... uma forma ...um desenho..
um movimento de linhas curvas... um apelo...
Sessenta e nove... uma fantasia sexual...
Sessenta e nove... você... eu... o prazer...
Sessenta e nove vezes já fizemos 69 ...nunca igual...
Sessenta e nove horas de sabor e descobertas...
Sessenta e nove, o nosso... é delírio... é feito de gotas...
chuva... línguas... narizes... cheiros... sabores... amor...
Sessenta e nove ...
é nossa viagem aos sucos que nascem em nosso interior...
Sessenta e nove... as vezes começo... as vezes durante...
as vezes fim... sempre entrega...
Sessenta e nove pudores que você derrubou...
Me lembro a primeira vez...
Fechada em medos... receios... conceitos... preconceitos... em pudor...
Meigamente você tomou meus lábios...
invadiu minha boca... sugou meus seios...
Lentamente percorreu o caminho até meu umbigo... ali se deteve...
lambendo... introduzindo sua língua quente...
Dancei e me ofereci...
Você me desenhava o ventre com a língua...
as mãos brincando em meus mamilos... me fez instinto faminto...
Mordiscou meus pêlos... puxou-os suavemente com os dentes...
Suas mãos agora apertavam meu traseiro...
levantavam-me para facilitar seus beijos em meus grandes lábios...
Gemendo eu dizia delírios... dizia pare... dizia me penetra , meu amor...
Minha cabeça girava...
em mim surgia a vontade de pesquisar seu membro forte
que me tocava as pernas, ensandecido de desejo de ser lambido...
chupado... saboreado com amor...
Por segundos tive pânico... era tão nova esta vontade... este despudor...
Quis gritar minha vontade...
Não houve necessidade...
Você sabe fazer amor...
Girou seu corpo amado...
Ofereceu seu membro adorado...
Fêmea ...apenas fêmea... só instinto... me tornou...
Deus! Que gosto... poder saber seu gosto... engolir seu sabor...
Com cuidado percorri este poderoso instrumento rijo, de textura macia,
fina pele em sua borda... sensível... forte...
na justa medida da minha fome de comer amor...
Sua língua me invadia... minha boca o engolia...
sugávamos os sucos do amor...
Sede saciada... desejo crescente... loucura presente...
fizemos chuva de amor...
Sessenta e nove é linha curva
que em círculo aprisiona e liberta nosso amor...

Magda Almodóvar

2 comentários:

Lua disse...

Dono.....

lindo poema....inspirador..rsss

bjs...

http://rosa-sr.b.zip.net disse...

aqui é ler..suspirar e....
no coments rssssss